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Fico pensando... e pensamentos são potências. Dependendo do modo como conduzimos nosso modo de pensar, podemos ficar felizes ou cairmos em profunda depressão. O pensamento faz associações mirabolantes que pode nos conduzir a espaços imprevistos.
Fico pensando..., e meu pensamento me leva a um ponto em que sinto que, para transformar a vida é necessário mudar 3 coisas:
1) O jeito de olhar
2) A maneira como realizamos as perguntas
3) Os tipos de práticas que colocamos em ação nas nossas relações
Temos muitas vezes um olhar viciado que só consegue captar tons já pré-definidos por nossas experiências passadas. Saber olhar envolve descobrir novas cores..., novos brancos dentro do branco e outras luminosidades no aparente monocromático da rotina serializada em que nos aprisionamos por medo de sair do ritmo e nos perder.
Para mudar o olhar, é necessário Ter a coragem de criar outras perguntas..., não necessariamente perguntas que nos ofereçam respostas, mas sim que nos dêem a chance de problematizar (e com isso, lançar um novo jeito de olhar) aquelas coisas que sempre nos pareceram tão certas e imutáveis. Diante a uma experiência de fracasso, faz toda a diferença a maneira como conduzimos nossas perguntas. Podemos nos questionar "Que merda..., sempre serei um fracassado?" ou "Em que ponto eu posso melhorar?" De acordo com a pergunta que se faz a si mesmo e ao mundo, novos horizontes são descortinados.
E nossas perguntas e nosso jeito de olhar estão ligados às práticas de vida que colocamos em ação no nosso cotidiano. Os modos que vivemos são práticas que marcam uma maneira de olhar e uma maneira de perguntar. Se sou fundamentalista islâmico, olho os judeus com ódio e pergunto de que maneira posso exterminá-los do planeta. Isso porque estou envolvido em práticas de guerra, onde só existo pela agressão e na agressão a quem me ataca. Se aprecio orquídeas, tenho olhar a outras cores e formas e pergunto "Como posso produzir uma flor mais bela?" E minhas práticas de ação no mundo terão nuances diferentes.
Através do olhar, das perguntas e das práticas que instituímos, inventamos o que se chama de realidade. Não existe uma realidade pronta. Existe uma realidade que eu crio a partir dos modos como ouso vivê-la. Nisso, a vida se torna uma responsabilidade imensa em nossas mãos.