Devires
"Os modos de vida inspiram maneiras de pensar, os modos de pensar criam maneiras de viver." Gilles Deleuze
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Sábado, Setembro 09, 2006


, 1:15 AM


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Sexta-feira, Setembro 08, 2006

Falando em curvas, hoje me deparei com o Osho. E o que encontrei, penso que vale a pena deixar registrado aqui, principalmente para aqueles que insistem e persistem em não pecar contra a vida.

O Pecado

Reprimir algo é um crime, pois mutila a alma. Ao reprimir, dá-se mais
atenção ao medo do que ao amor, e pecado é exatamente isso.
Dar mais atenção ao medo é pecado, dar mais atenção ao amor é virtude.
Você não pode crescer a partir do medo. O medo mutila, paralisa: cria o inferno.

Todas as pessoas paralisadas - psicológica e espiritualmente paralisadas - vivem a vida no inferno.
E como elas o criam?
O segredo é que elas vivem no medo: somente fazem algo quando não há medo,
mas aí não sobra coisa alguma digna de ser feita.
Tudo o que vale a pena fazer traz consigo certos medos.
(...) Aqueles que vivem a partir do medo pensam principalmente em não cometer enganos.
Eles nascem, existem - ou melhor, vegetam - e depois morrem."


, 1:31 PM


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Quinta-feira, Setembro 07, 2006

A vida é feita de sutis encontros e rápidas despedidas. Nada é muito estável por aqui. Vivemos em trânsito, mesmo quando achamos que estamos solidamente enraizados em um chão firme. Esse trânsito é a beleza e a tristeza da existência..., o belo é que a vida só existe no movimento e nos encontros que emergem desse movimento; o triste é que todo movimento, mesmo aquele que produz um belo encontro, também constrói separações.
Eu me reencontrei hoje com algumas belas palavras que falam disso. Não são da minha autoria, mas fazem ressonância com essa sensação descrita de "encontros e despedidas" que a vida traz.

A minha estrada faz mil curvas.
Curvas são parte do meu destino.
Cada uma, uma aventura.
Direções infinitas que sempre
me trazem de volta a mim mesma.

Já caminho há algum tempo, mas
ainda há tempo para caminhar, espero.
Mas sem pensar vou andando a curtos
ou largos passos.
Vou só, passam nuvens, dias, noites, chuvas.
A poeira às vezes cega-me os olhos.
Em direção de não sei o quê, vou...

Espero o fim da estrada.
E no seu fim, encontrar o meu lugar
E no meu fim, não parar de andar.
Vou lembrar do ponto de partida;
Olhar os pés calejados;
Sentir na pele a marca do tempo...

Mil curvas ficaram.
Aqui estou, não estou mais.
Valeu! As noites em que a lua cheia
Me fez estrela na estrada.
Valeu! As gotas de chuva que me
Inundaram de sorrisos.
Valeu! Aquela curva que você dobrou
Ao meu lado...
Valeu!


(este post é dedicado àqueles que se foram para sempre e àqueles cujos caminhos de vida podem produzir um reencontrar)

, 10:00 AM



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